Centro de Educação Profissional
Do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo
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Sindicalismo

Conheça em detalhes as lutas e conquistas do Sindicato dos Metalúrgicos pelos Direitos dos Trabalhadores!

País rico é país com emprego, trabalho decente e salário digno



Cartaz da Campanha Salarial Unificada dos metalúrgicos do Estado ligados à Força Sindical em 2012.

A campanha é unificada porque envolve 54 sindicatos de metalúrgicos ligados à Federação dos Metalúrgicos do ESP e à Força Sindical. Um deles é o Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e Mogi das Cruzes.

A data-base de reajuste salarial é 1º de novembro.

Apresentação

As ações e realizações do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e Mogi das Cruzes estão inseridas num contexto de organização e luta de uma categoria que sempre foi determinante em todos os grandes acontecimentos da vida social, econômica, política e cultural do País. 

Apresentamos neste espaço algumas lutas empreendidas nos últimos anos, que demonstram a ousadia, a coragem, a capacidade de mobilização da categoria metalúrgica frente a tantos processos de transformação política, econômica, social e cultural do País, crises financeiras, ataques aos direitos dos trabalhadores.

Muitas destas ações foram determinantes para mudar medidas impostas contra a classe trabalhadora e segmentos mais vulneráveis da sociedade, como a Emenda 3, por exemplo, que visava transformar trabalhadores em prestadores de serviços e acabar com o registro em carteira e os direitos trabalhistas.

Merecem reconhecimento todos os metalúrgicos e trabalhadores que resistem e lutam, historicamente, por seus direitos e condições de vida e de trabalho mais dignas, e não aceitam a arrogância e o desprezo de poderes públicos, empresários, usurpadores dos direitos dos cidadãos.

Seja sempre um batalhador. Busque por seus direitos e oportunidades. Seja construtor da sua própria história. Todos podemos fazer alguma coisa para transformar a realidade em que vivemos. Estudar e se qualificar, participar das ações sindicais são algumas delas.

Miguel Torres
Presidente do Sindicato

Ação

O trabalhador é prioridade em todas as ações sindicais. Por isso, o Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e Mogi das Cruzes se renova a cada momento com as mudanças do mundo do trabalho, da economia, das ações e lutas em defesa dos direitos dos trabalhadores. Isto o torna melhor preparado para enfrentar os desafios que surgem. Por isso, está sempre colocando em prática novas ações em busca de melhores condições de trabalho, melhores salários e conquistas de amplo alcance social. Tudo com o apoio e a participação da categoria!.

Jorge Carlos de Morais, Arakém
Secretário-geral do Sindicato

Autonomia

“Vivemos sempre momentos de enfrentamento, de crises econômicas globais ou nacional, de intensas mobilizações pelo emprego, direitos e cidadania. Diante disto, o maior Sindicato de trabalhadores da América Latina vai à luta e mostra toda a sua força, planeja ações que irão direcionar o trabalho no dia a dia das fábricas e determina nossa atuação para toda a sociedade brasileira.

 

 

 

 

Elza Costa Pereira
Diretora de Finanças do Sindicato

História do sindicato

O Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e Mogi das Cruzes foi fundado em 27 de dezembro de 1932. Sua história coincide com o fim da iligarquia cafeeira e com o início do processo de industrialização do País, quando, no começo da década de 30, começam a tomar vulto os movimentos operários e populares contra  exploração no trabalho e social.

Ligados a um setor industrial ainda em fase de crescimento, os metalúrgicos passam a organizar suas associações, realizando movimentos grevistas e voltando a reivindicar melhores condições de trabalho e aumentos salariais. De lá para cá, muita coisa mudou, mas o Sindicato não abandonou a sua luta; ao contrário, cresceu, intensificou a sua atuação dentro das fábricas, na busca não só por melhores salários, como pela saúde e segurança do trabalhador, melhoria dos ambientes de trabalho, estabilidade no emprego, mudança das relações de trabalho, contra a discriminação da mulher no mercadode trabalho, defesa do aposentado etc.

Este Sindicato tem uma importância muito grande na história do movimento sindical. Empenhou-se tanto nas lutas em defesa dos direitos dos trabalhadores, que se tornou o maior sindicato de trabalhadores da indústria da América Latina.

Sob a liderança de grandes presidentes como, Joaquinzão, Medeiros, Paulinho, Miguel Torres realizou greves históricas, foi às ruas contra a recessão e o desemprego, pela redemocratização do Brasil, liderou campanhas por direitos que foram estendidos às demais categorias profissionais, como, a redução da jornada de trabalho de 48h para 44h semanais, a PLR (Participação nos Lucros ou Resultados), o pagamento do reajuste de 147% aos aposentados e pensionistas, entre outros.

Junto com a Força Sindical, os metalúrgicos de São Paulo estão na vanguarda da luta pela modernização do país, defendendo os programas de capacitação profissional e tecnológica, de produtividade e de qualidade das empresas e a parceria entre trabalhadores e empresários em bases construtivas e sólidas.

O Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo acompanhou as mudanças na vida econômica e política do País e expandiu sua luta para além das fábricas. Debateu os grandes temas nacionais e participou ativamente de movimentos populares, como das Diretas Já, pela redemocratização do Brasil, redução de impostos, modernização da economia brasileira, distribuição de renda, geração de empregos, contra a corrupção.

E continua na luta pela cidadania, pelos direitos da infância e adolescência –com o Centro de Atendimento Biopsicossocial Meu Guri, que atende crianças e adolescentes em situação de risco social e suas famílias, pelos desempregados, aposentados.

Os metalúrgicos de São Paulo têm um papel social muito importante na busca da liberdade, da educação, da cidadania, da dignidade e de melhores condições de vida para os trabalhadores e suas famílias.

CONQUISTAS HISTÓRICAS

O Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e Mogi das Cruzes é filiado à Força Sindical desde 1991, ano de fundação da central, e representa cerca de 260 mil trabalhadores. A base tem, aproximadamente, 11.500 empresas de grande, médio e pequeno portes – autopeças, máquinas e equipamentos, eletroeletrônicos, fundição, esquadrias, construções metálicas, metais não-ferrosos, trefilação, entre outros.

A diretoria do Sindicato é composta por 38 diretores e vai passar para 61 na nova gestão - 2013-2017.

Aos longos dos seus quase 80 anos de existência, completados em 27 de dezembro de 2012, o Sindicato empreendeu muitas lutas em defesa dos direitos trabalhistas, políticos e sociais e comemorou muitas conquistas, que beneficiaram a categoria e depois foram estendidas aos demais trabalhadores brasileiros.

Como exemplo de conquistas temos a licença-maternidade, a redução da jornada de trabalho de 48h para 44hs semanais, o 13º salário, a PLR, o adicional de um terço das férias.

A luta por novas conquistas e ampliação de direitos trabalhistas é permanente, pois ela é importante não só para os metalúrgicos, como pelo que representa para outras categorias, pois ela contribui para a organização dos trabalhadores na busca por melhor qualidade de vida, respeito e cidadania.

Redução da jornada de trabalho sem redução salarial

Esta é uma das mais importantes bandeiras de luta dos trabalhadores.
Sua defesa consiste na possibilidade de geração de empregos, pois só o crescimento econômico não consegue gerar os postos de trabalhos necessários para absorver o contingente de desempregados do País.

Até 1988, a jornada de trabalho no Brasil era de 48h semanais. Sua redução para 44h foi fruto de uma luta pioneira do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo, iniciada em 1982. O Sindicato começou a negociar por empresa, até que, em 1986, conseguiu introduzir o benefício na Convenção Coletiva de Trabalho.

Em 1988, a Constituição Federal fixou a jornada de trabalho do País em 44h semanais. Naquela época, muitos empresários e políticos diziam que a redução ia provocar desemprego e aumentar o custo das empresas. Nada disso aconteceu. Agora, usam o mesmo argumento para tentar impedir que o Congresso Nacional aprove o projeto que reduz a jornada para 40h. Todo o movimento sindical está unido nesta luta. A redução da jornada de trabalho para 40h semanais deverá gerar cerca de 2,8 milhões de empregos no País, segundo o Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócioeconômicos).

Consequências da redução da jornada

- Trabalhando menos e ganhando o mesmo salário, o trabalhador tem a possibilidade de completar seus estudos, fazer cursos de formação e requalificação profissional, tornando-se, assim, mais competitivo no mercado de trabalho.

- Com a jornada menor o trabalhador ganha mais tempo para o convívio familiar, o lazer e para o estudo.

- Com a jornada menor o Brasil terá mais empregos, menos acidentes de trabalho, menos problemas de saúde relacionados a trabalho, menos horas extras abusivas.

Paulinho: um líder dos trabalhadores no Congresso Nacional

O deputado federal Paulo Pereira da Silva,o Paulinho, presidente da Força Sindical, está tendo uma atuação extraordinária no Congresso Nacional na defesa da preservação e ampliação dos direitos dos trabalhadores. Este reconhecimento é fruto de sua capacidade de liderar ações que visam mudanças reais no Brasil, no caminho do desenvolvimento econômico, com distribuição de renda e justiça social.

Segundo levantamento do Diap (Departamento de Assessoria Parlamentar), Paulinho é apontado como um dos 100 parlamentares mais influentes do   Congresso e uma das mais importantes lideranças do País.

Tudo isto com o apoio dos trabalhadores, do movimento sindical, dos dirigentes da Força Sindical, da CNTM e do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e Mogi das Cruzes.

Vale lembrar a força política de Paulinho para barrar a Emenda 3, que acabava com os direitos trabalhistas; contra a redução do valor do auxílio-doença, pela histórica legalização das centrais sindicais, pela política de correção da tabela do Imposto de Renda - a não correção da tabela engolia os aumentos salariais conquistados pelos trabalhadores-, e pela implementação de uma política permanente de recuperação do poder de compra do salário mínimo, que tem ajudado a tirar milhões de brasileiros do abismo social e alavancado a economia popular.

Paulinho também tem se destacado na luta pela preservação dos direitos trabalhistas e dos empregos, diante dos efeitos negativos da crise financeira global. A mobilização pelos empregos na Embraer, o acordo que reduziu as parcelas do empréstimo consignado, a negociação com o governo para reduzir o IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) de produtos da linha branca a fim de retomar as vendas e preservar os empregos no setor são bons exemplos dessa luta.

Tanto no Congresso Nacional quanto no dia a dia dos trabalhadores, Paulinho continua sendo uma voz imprescindível na luta pelo trabalho decente, produtivo e adequadamente remunerado, pela ratificação das convenções 151 (direito de organização sindical no setor público) e 158 (contra as demissões injustificadas), da Organização Internacional do Trabalho, contra a política dos juros altos que impedem o crescimento produtivo, a geração de empregos e a inclusão social, e tantas outras bandeiras.

Qualificação Profissional

O Sindicato empreende uma luta permanente em defesa da qualificação e requalificação profissional, pois entende que, desta forma, o trabalhador ganha mais oportunidade de competir no mercado de trabalho.

Para isso, construiu o Centro de Educação Profissional Eleno José Bezerra, que ministra cursos em diversas áreas da indústria, permitindo, assim, aos trabalhadores desenvolverem uma profissão.

O desemprego atinge cerca de 1,2 milhão de pessoas na região metropolitana de São Paulo, segundo pesquisa da Fundação Seade e Dieese (2012). É um número que vem caindo, graças às muitas ações do movimento sindical, que estão levando o governo federal a adotar medidas de incentivo à produção industrial.

Mas o desemprego é consequência da redução de vagas na indústria e em outros setores de atividade, mas também podemos levar em consideração que muitas vagas não são preenchidas por falta de mão de obra qualifi cada. Para mudar este quadro é preciso melhorar o nível de escolaridade da força de trabalho, treinando e capacitando pessoas, de forma a atender as necessidades tanto dos trabalhadores quanto das empresas.

Este Sindicato luta pela reformulação e melhoria das escolas profissionalizantes já existentes, pelo aumento do número de vagas e atualização dos cursos, para que atendam mais prontamente às necessidades do mercado de trabalho. Mão de obra especializada é fundamental para o desenvolvimento do País.